Home Contato Links Twitter Webmail
Bacco, ora pro nobis
Dicas e Truques
Daniel F. Pedrosa Chaves
Desmistificando o vinho - Quanto mais caro melhor

Não conheço nenhuma área em que essa seja uma regra absoluta e não poderia ser diferente em relação ao vinho. É óbvio que para se obter uma matéria prima de qualidade são necessários gastos que repercutirão no preço final do vinho. Não existem milagres: gastos com a redução do rendimento em favor da qualidade das uvas, equipamentos modernos, barricas de carvalho, assessoria especializada, tudo reflete no preço.

Assim como na cozinha, bons ingredientes ajudam, mas não garantem um bom prato, bem como podem surgir belos pratos feitos de ingredientes simples. Da mesma forma, vinhos caros podem decepcionar, e vinhos simples surpreender. Esse, aliás, é um dos encantos do mundo do vinho, e por isso é preciso provar, provar e provar, além de ler sobre o assunto e trocar informações. Tudo em busca da tão falada relação custo/benefício. Um vinho barato pode não chegar a ser excepcional, mas pode agradar sem pesar no bolso.

Não é raro falarem no limite imaginário de US$ 10,00, abaixo do qual seria impossível falar-se em vinhos de qualidade. A afirmação não chega a ser absurda, mas, felizmente, existem inúmeras exceções, principalmente de vinhos oriundos dos nossos vizinhos do cone sul. Em razão da pequena distância que há entre nós, da mão-de-obra barata e do incentivo dado por estes países, temos em nosso mercado várias opções de vinhos honestos e agradáveis abaixo desse limite.

Dos países europeus e outros mais distantes, torna-se missão um pouco mais difícil achar vinhos de boa relação qualidade/preço nesta faixa. Como dito anteriormente, não existem milagres no mundo do vinho. O transporte e a mão-de-obra são sensivelmente mais caros, o que faz com que os demais custos tenham que ser exageradamente reduzidos para que os vinhos cheguem aqui a esse preço, principalmente considerando a enorme carga tributária brasileira e as margens de lucro praticadas pelos importadores. Além disso, vinhos de regiões famosas e tradicionais do velho mundo trazem a fama embutida no preço, o que costuma afastar os fãs de um bom custo/benefício.

Seja como for, o que importa é o gosto pessoal, que não deve ficar atrelado a faixa de preço alguma.






Comentário(s):
Nome: orlando
Comentário:
Esse é um grande problema. Alguns paises da américa do Sul são produtores e ótimos vinhos, comparando e às vezes superando os de origem européia. O fato que indigna é que muitas vinícolas exploram a mão-de-obra latina, pagando baixos salários a esses trabalhadores. Tudo isso para garantir o prazer de alguns poucos.



Deixe seu comentário ou sua dica:
Nome
Email
Comentário








CURSO DE DEGUSTAÇÃO
EM SETEMBRO/2010
Últimos Foto Relatos:
-Chateau Haut-Brion - Bordeaux
-Château de Pommard - Bourgogne


Últimos Drops / Dicas:
-Belo problema para a África do Sul
-Vinícola Virtual


Últimos Relatos:
-Uma Herdade entre o céu e a terra
-Abençoado Alentejo. Cabes todo em meu coração!!


Últimos Artigos:
-O vinho francês em julgamento
-A Austrália e o vinho


Últimos Eventos:
-BV Decanter
-Ana Import apresenta Corte alla Flora



Vinhos mais visitados:
- Almaviva 2001 - Viña Almaviva (Concha y Toro mais Baron Philippe Rothschild)
- Casillero del Diablo Reserva 2005 - Concha y Toro
- Vila Francioni 2005 - Vila Francioni
- Alta Vista Premium 2005 - Alta Vista
- Quinta do Cabriz 2005 - Quinta do Cabriz
- Chateau Pontet-Canet 2000 - Chateau Pontet-Canet
- Bonacosta Valpolicella Clássico 2003 - Masi
- Brolo di Campofiorin Ripasso 2003 - Masi
- Cum Laude 2002 - Castello Banfi
- Axis Mundi 2002 - Pisano



Home Contato Links Twitter Webmail