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Brunello di Montalcino: muda ou não muda?
Há algum tempo, surgiu uma grande controvérsia com os vinhos Brunello di Montalcino, a partir da suspeita que diversos produtores estavam utilizando outras uvas que não a Sangiovese na sua elaboração. As regras do Consorzio di Montalcino são rígidas e só permitem a Sangiovese na composição do vinho. Na época, os EUA que são os maiores importadores de Brunello chegaram a suspender as importações exigindo que os vinhos para o mercado americano apresentassem um certificado laboratorial de que o vinho era 100% da uva Sangiovese. Diversas investigações não chegaram a qualquer conclusão sobre a utilização ou não de outras castas, mas a investigação continua e a polêmica também continua mais acesa do que nunca. Diversos produtores locais continuam propondo mudanças na legislação pedindo a abertura para a utilização de percentuais mínimos de outras castas como Cabernet Sauvignon e Merlot. Alguns chegam a propor que haja dois tipos de Brunello: o 100% Sangiovese e outro com um percentual a ser definido de outras castas também a serem definidas. Uma outra parte dos produtores defende que novas castas devem ser permitidas no Rosso di Montalcino, que é considerado um irmão menor do Brunello. Franco Biondo Santi, da vinícola que é considerada um dos ícones do Brunello, defende de forma ferrenha que não haja mudança na legislação do vinho. Pelo que podemos ver, a Itália continua sendo um país no qual as regras das Denominações de Origem estão sempre em questão. Grande parte dos produtores enxerga estas regras como garantia de qualidade e de defesa de uma tradição, enquanto outros enxergam nelas uma camisa de força.
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