• Artigos

  • Relatos

  • Dicas e
    curiosidades

  • Eventos

  • Dicas de
    viagem

O vinho francês em julgamento

11/12/2009::Christovão de Oliveira Junior


Jancis Robinson (Reino Unido) - Os vinhos de consumação corrente já não tem mais a mesma posição. Eles são percebidos pelos consumidores como complicados e fora de moda.
Os vinhos finos continuam reinando.

Joel Payne (Alemanha) - Os vinhos finos continuam sendo o parâmetro para julgamento de outros vinhos. Entretanto os vinhos franceses são considerados como um pouco snobs e também muito caros. Eles não possuem a sedução sem pretensão dos italianos, a originalidade dos espanhóis ou a eficácia de marketing dos vinhos do novo mundo.

Enzo Vizzari (Itália) - Champagne é muito forte, Borgonha tem excelente reputação, mas seus vinhos só vão para grandes restaurantes e são vendidos por altos preços. O mercado de Bordeaux se resume a poucos Grand Cru Classes. Em seguida encontramos uns poucos vinhos da Alsácia e do Loire. O resto é insignificante.

Robert Parker (EUA) - A imagem dos vinhos franceses é contrastante. De um lado vinhos muito caros e de outra parte vinhos de uma relação preço X qualidade excepcional propostos por diversas regiões a despeito da crise. Sigo os vinhos franceses nos EUA há mais de trinta anos e os vejo como mais populares do que nunca. Isto não significa que eles não tenham desafios. Para um neófito americano é mais fácil compreender os rótulos de vinhos com nomes das castas que a maior parte dos vinhos franceses que, sem serem muito complicados, apresentam dificuldades. O outro desafio é que o vinho Francês sempre visto como muito caro quando na realidade se pode fazer excepcionais compras em todas as regiões francesas até mesmo em Bordeaux e na Borgonha.

Subhash Arora (Índia) - Na Índia, neófitos, produtores e conhecedores estão todos de acordo que a França produz os melhores vinhos do mundo. Mas em razão dos preços altos, nossa marcha é pelos vinhos bons de preços razoáveis.

Richard Juhlin (Suécia) - Os países escandinavos se interessam cada vez mais pelos vinhos franceses que ocupam ainda um lugar inconteste. Os enófilos escandinavos, frequentemente urbanos, tem bom nível de educação e se interessam por detalhes técnicos do vinho. Bebemos cada vez mais Champagnes, grandes Borgonhas e os melhores vinhos do Rhône e de Bordeaux. Aqui se nota uma explosão de venda do Bag-in-a-Box. Mas a competição é feroz com os vinhos do Novo Mundo que são frequentemente melhores colocados em termos de preço e que oferecem um caráter mais frutado, mais fácil de beber.

Simon TAM (China) - Em toda a China os vinhos franceses são uma referencia por sua qualidade, mas também graças à arte d viver e ao estilo de vida que a eles são associados: a cozinha, a moda, os perfumes, a historia e a geografia francesa fascinam a classe média que aspira um status melhor, semelhante aos ricos habitantes de Hong Kong ou aos playboys extravagantes de Macao. Aliás, Macao é uma exceção rica de sentidos. Lá são os cassinos que controlam os mercados. Só os vinhos mais renomados interessam a estes estabelecimentos. As grandes garrafas são oferecidas aos clientes que mais gastam nos jogos para lhes distrair. Se estima que 95% das garrafas que custam mais de 4.000 dólares locais são oferecidas de graça aos jogadores que mais gastam. A sede de Macao pelos Champagnes e pelos Bordeaux mais caros parece infindável. A carta de vinhos dos cassinos locais oferecem todas as melhores safras de todos os principais châteaux de Bordeaux.


  • Rex Bibendi
  • Enoteca Decanter
  • Vinho Site