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O vinho francês em julgamento

11/12/2009::Christovão de Oliveira Junior


Jancis Robinson (Reino Unido) - Se esta questão quer falar de regiões que não tem uma reputação ancestral, eu diria que são as seguintes: Vale de Agly no Roussillon, Grécia, Eslovênia, Península de Mornington na Austrália, a Tasmânia, Tulbagh na África do Sul e a Patagônia argentina.

Robert Parker (EUA) - A Borgonha é a referencia para a Pinot Noir e para a Chardonnay. Bordeaux para a Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. O Rhône Norte para a Syrah e o Rhône Sul para a Grenache e as assemblages de castas mediterrâneas (Grenache, Syrah, Mourvedre). Esta situação não vai mudar por trinta ou quarenta anos. Dito isto, observo uma proliferação de vinhos de grande qualidade originados de outras regiões do mundo: Malbec argentino, cepas autóctones no sul da Itália (Aglianico, Piedirosso ou Nero D'Avola) dão resultados formidáveis. Alem disso é ótimo constatar o crescente interesse pelos vinhos do sul do Rhône, sobretudo aqueles originados da Grenache. Outro gigante do futuro pela qualidade de seus vinhos é a Espanha que possui terroirs fabulosos, numerosas vinhas velhas e uma nova geração de homens e de mulheres que souberam romper com a mentalidade industrial e cooperativa que dominou a produção vitícola espanhola durante o século XX. Existe na Espanha um movimento profundo para encontrar locais próprios, com diferentes micro-climas onde são produzidos vinhos de uma qualidade muito alta.

Bisso Atanov (Rússia) - Os países mais promissores são a África do Sul, a Grécia e Portugal com seus vinhos originados de cepas autóctones. A Itália continua um pais exemplar em termos de conquista de mercados, de promoção da cultura, cozinha e outros valores nacionais, de diversidade de vinhos e de cepas disponíveis e flexibilidade face à mudança global.

Joel Payne (Alemanha) - Se eu tivesse que citar três regiões que sabem desenvolver as mais puras expressões de terroir, elas seriam: a Borgonha com o Pinot Noir, o Rhône norte com a Syrah e o Piemonte com a Nebbiolo. Entre os brancos, poucas regiões rivalizam com os Riesling da Alsácia, da Alemanha e da Áustria. Mas atenção: para os consumidores os vinhedos que mais prometem são aqueles que oferecem as melhores relações de preçoXqualidade.

Richard Juhlin (Suécia) - Em termos de potencial de desenvolvimento quantitativo, Áustria, Suíça, Nova Zelândia e Tasmânia se impões para os vinhos brancos. Bolgheri e o sul da França para os tintos e Inglaterra e Virginia para os espumantes.

Eduardo Viotti (Brasil) - Os maiores vinhedos do mundo estão todos situados na Europa e mais particularmente na França: Borgonha, Bordeaux, Champagne, Rhône e Loire. Eles possuem beleza, historia e cultura, eles produzem grandes vinhos, oferecem harmonia ideal entre homens, vinhas e terroir, é um mundo perfeito. Mas os vinhedos que mais prometem se encontram no Novo Mundo onde muitas pesquisas estão em curso (identificação de terroirs e de castas) em um espírito pioneiro muito estimulante.

Jeannie Cho Lie (Hong Kong) - Os novos vinhedos chineses criados na China Central e do Oeste são os mais interessantes nos dias de hoje, no mundo.

James Halliday (Austrália) - Nova Zelândia se distingue pela sua produção de Pinot Noir. É necessário seguir os modernos domaines recentemente criados na Espanha e em Portugal onde são criados rótulos muito inovativos. Finalmente, é necessário saudar a nova geração de vinhos chilenos, originados de regiões mais ao sul e também a Argentina que produz belíssimos Malbecs.

Michel Fridjhon (África do Sul) - Alemanha, Áustria e Espanha (principalmente Priorato e Ribera Del Duero). Também sul do Chile, Nova Zelândia e costa oeste da África do Sul.


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