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Os números da OIV sobre o mercado do vinho

22/07/2015::Daniel Chaves

A OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho) divulgou números atualizados do setor vitivinícola em seu 38º Congresso Mundial realizado na cidade de Mainz neste mês de Julho.

A área de plantio de uvas (viníferas e não viníferas), agora estável, caiu significativamente de 2000 a 2011, principalmente pela redução de vinhedos na Espanha, França e Itália incentivada por um programa de reestruturação e subsídios. Nos últimos anos tem-se observado um aumento expressivo da área plantada na China e pequenos acréscimos na Argentina e Chile, que contribuíram para a estabilidade do total global.

 

 

A produção estimada de vinho em 2014 caiu 21 milhões de hectolitros para 270 Mhl, depois de um recorde em 2013. Ainda assim a produção manteve-se na média da última década, com a França mantendo-se como maior produtora. Itália, Espanha e Chile registraram grandes declínios em volume depois da safra recorde em 2013. Por outro lado, Nova Zelândia, África do Sul, França e Alemanha registraram crescimento importante. 

 

O consumo de vinhos teve pequena queda para 240Mhl. As estatísticas continuam a mostrar declínio nos mercados tradicionais da Europa, com queda significativa na França e Itália. O mercado americano segue sendo o maior consumidor de vinhos e avançando. Por sua vez, a China registrou um retorno aos números de 2010 mas acredita-se na tendência de crescimento a médio prazo. 
É interessante verificar o deslocamento do consumo de vinhos: atualmente 40% da produção mundial de vinhos é bebida fora da Europa contra 31% em 2000.

 

 

O mercado do vinho cresceu 2,5% em volume em 2014 (o maior acrésimo foi em espumantes), mantendo-se estável, entretanto, em termos de valor. 
O domínio no volume de exportação é amplo por parte da Espanha (22,6 Mhl), Itália (20,5) e França (14,4) que, juntos, representam mais 56% do total (e mais da metade das exportações em termos de valor). Depois deles, seguem-se Chile (8,0) e Austrália (7,3). 
Apesar de ser a maior exportadora em volume, a Espanha é apenas a terceira em valor. A situação se inverte em relação à França, primeira em valor mas terceira em volume.
Em termos de importação, os alemães são campeões em volume (15,2Mhl), seguidos pelo Reino Unido (13,4), Estados Unidos (10,7), França (6,5), Russia (4,7) e China (4,6). Mas são os americanos que pagam mais caro por garrafa: importam um total de 4 bilhões de euros, sendo o mercado que mais gastou em vinho importado em 2014. A maior queda nas importações foi por parte da Rússia. 

 

 

Você deve estar se perguntando sobre o Brasil. Bom, ele se mantém estável, tanto em relação à área plantada, como produção e consumo.

Um interessante destaque dado pela Revista de Vinhos de Portugal diz respeito aos rosés, alvo de um estudo específico que deverá ser publicado ao final deste ano, e que confirma que este vinho caiu de vez no gosto dos consumidores. Dados da OIV revelam que este tipo de vinho teve um consumo de 24 Mhl em 2013, alcançando mais de 10% do mercado mundial de vinho, com crescimento muito superior a outros tipos da bebida.

Neste área a França é o maior mercado, sendo responsável pelo consumo de 1/3 de todo o rosé mundial em 2013 (37%), seguida por Alemanha (9%) e Reino Unido (6%). 

 

 

 

 

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