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Encontro de Vinhos BH - 2016

15/08/2016::Daniel Chaves

Aconteceu no último dia 06 de agosto mais uma edição da feira itinerante Encontro de Vinhos em Belo Horizonte. Repetindo a fórmula do ano passado, o evento foi ao ar livre e em clima de descontração na praça do Museu Histórico Abílio Barreto, com a presença de um público variado. Além de muitos bons vinhos disponíveis para degustação, a feira contou com stands de produtos relacionados como as icebags, opções variadas no campo da gastronomia como queijos e produtos regionais, tudo ao som de uma boa música.

Segundo os organizadores, mais de 800 pessoas compareceram e os ingressos se esgotaram na metade do evento, o que também demonstra a carência do público belo-horizontino de eventos relacionados ao vinho e à gastronomia. Parte do sucesso se deve ao formato mais informal e democrático, que foge um pouco à tradicional feira de vinhos - uma boa sacada por parte dos organizadores.

Os expositores que marcaram presença foram: Mistral, Grand Cru/San Marzano, Interfood/TodoVino, Casa Rio Verde/Vinhosite,  Luiz Argenta, Dal Pizzol, Cave Geisse, Comitê do Vinho Verde, P&F Wineries, Casa Venturini, Enocultura, Sommelier School. Além deles, os foodtrucks Crepioca, Rocky City Hamburgueria, Gelado, Risoleto e Cadê meu Brigadeiro funcionaram como praça de alimentação.

Seguem alguns dos destaques entre os vinhos degustados:

Triga 2012 – Bodegas Volver (Casa Rio Verde/Vinhosite): espanhol de perfil moderno, corte de Monastrell (85%) e Cabernet Sauvignon (15%) da DO Alicante. Um vinho carnudo, intenso e muito saboroso. Merecidamente foi o top 1 do júri entre os tintos.

Primitivo de Manduria Sessantanni 2012 – San Marzano (Grand Cru): Um autêntico blockbuster, intenso em todos os sentidos. Um vinho muito fácil de gostar e uma das melhores expressões desta casta.

Salento F Negroamaro 2012 – San Marzano (Grand Cru): outro grande vinho com o calor do Sul da Itália. Encorpado, redondo e opulento, cheio de fruta negra, já pronto a beber.

Guatambu Épico (Vinhos e Vinhos): um dos belos tintos brasileiros, um corte de safras (2011 a 2014) e castas (Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Tempranillo) que demonstra o potencial da Campanha Gaúcha. Boa complexidade e equilíbrio. Muito bom já e com estrutura para guarda.

Plic Plic Plic 2013 – Terra de Falanis 2013 (Mistral): na categoria dos vinhos fáceis de agradar; um espanhol de Montsant bem centrado na fruta vermelha madura, e com acidez aportando vivacidade.

Puklavec & Friends Sauvignon Blanc e Pinot Grigio (P&F Wineries): branco esloveno muito fresco e também muito fácil de beber. Ótima pedida para o nosso clima quente, sem pesar no bolso. Também vale a pena conhecer o varietal Furmint do mesmo produtor.

Champagne de Barfontarc Blanc Noirs (Casa Rio Verde/Vinhosite): um Blanc de Noirs muito bem feito, com tipicidade e elegância. Supera Champagnes de entrada mais badalados (e mais caros).

Adolfo Lona Nature Pas Dosé (Casa Rio Verde/Vinhosite): um belo trabalho do mestre Adolfo Lona, este sempre figura entre os grandes espumantes nacionais. Boa cremosidade, seco como se espera de um Nature, e com um perfil muito gastronômico. 

 

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