• Artigos

  • Relatos

  • Dicas e
    curiosidades

  • Eventos

  • Dicas de
    viagem

O vinho vai ao Boteco – Joelho de Porco do Esquinão

29/08/2012::Christovão de Oliveira Júnior

Clique para ampliar

Mais uma vez nossa turma vai a um boteco levando garrafas e taças. Aliás, esta prática está se tornando frequente para nós, uma vez que os botecos são muito mais abertos à idéia do “traga seu vinho”. E, para nós que apesar de termos o vinho como bebida predileta, não deixamos de curtir, e muito, a frequência aos bons botecos da capital mineira, fazer este tipo de reunião é um grande prazer.

Clique para ampliar

Desta vez o local escolhido foi Esquinão, localizado na Avenida Álvares Cabral 1303 do nosso amigo Paulinho. O local foi descoberto praticamente por acaso. A turma do Belo Vinho participava da inauguração da Drik Vinhos e Cervejas Especiais e a hora de almoçar se aproximava. Havíamos combinado de almoçar juntos e já começávamos a conversar sobre os possíveis locais quando o Lucas Aleixo comentou: olha, do bar aqui do lado estão vindo aromas tão bons! Foi quando o André, um dos proprietários da Drik comentou: eles tem um joelho de porco muito famoso. Estava dado o sinal e eu não vacilei em procurar o dono e perguntar se podíamos levar algumas garrafas de vinho para experimentar o joelho de porco que ele servia. O Paulinho foi super receptivo e em poucos minutos estávamos alegremente sentados com nossas garrafas adquiridas na DRIK, esperando os joelhos. A experiência foi tão boa que decidimos que precisávamos voltar para uma visita com mais calma e com vinhos escolhidos com muito cuidado para nos proporcionar uma experiência ainda melhor de harmonização.

Não demoramos quase nada para marcar uma nova data e convocar a reunião. Como acontece muitas vezes, tivemos que limitar o número de participantes devido à limitação de uma garrafa de vinho. Definimos que teríamos no máximo 14 pessoas e escolhemos cuidadosamente os vinhos para as harmonizações, atendendo as mais variadas sugestões. Teríamos harmonização por similaridade, por diferença e por complementaridade.

Clique para ampliar

Testamos espumantes (branco e tinto), vinhos brancos diferentes e tintos também variados. O fato é que a reunião foi uma verdadeira festa. Grande parte das pessoas presentes e que ainda não conheciam o bar e sua comida ficou encantada com a qualidade e com o preço (mais do que justo, podemos dizer mesmo barato!).

Posso dizer que da minha parte tirei três importantes conclusões sobre a experiência. 1 – Mais uma vez comprovei que não existe a “verdade absoluta” no que se refere a harmonizações. Aquilo que eu acho muito bom, outro acha apenas razoável e vice-versa. O espumante, seja ele rosé, branco ou tinto, é uma eterna discussão nas harmonizações. Muitos adoram, outros são indiferentes e alguns não gostam. O mesmo ocorre com os vinhos com açúcar residual (riesling). Só que neste caso poucos gostam (adorei!) e muitos detestam! 2 – Uma degustação deste tipo, por seu caráter festivo, serve apenas como balizamento das possibilidades de harmonização; para uma avaliação mais cuidadosa é preciso um “clima” mais investigativo e menos “celebrativo”. 3 – Ainda bem que temos que fazer mais algumas reuniões para chegarmos a algumas conclusões sérias. Nada melhor que este tipo de reunião: vinho bom, comida boa e amigos do peito é uma combinação imbatível!

Clique para ampliar

Vinhos que foram degustados (clicar neles para ver a avaliação):

Clique para ampliar

Foi bom demais!!!

 

  • Rex Bibendi
  • Enoteca Decanter
  • Vinho Site