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Egito?!?!!? No mês do Ramadan!
Depois de Toscana e Piemonte, parto para 25 dias de Egito. Por estar carregando bagagem em excesso, deixo de levar vinhos para esta nova jornada. Afinal vinho se compra em qualquer lugar do mundo.......bem, quase todo lugar foi a terrível descoberta. No Egito, estavam no mês de Ramadan; álcool, nem pensar. A única opção seria comprar nos grandes hotéis nos quais se pode vender álcool para turistas, mas que cobravam caríssimo por cada garrafa, principalmente se você não estava hospedado ali.
A saída foi procurar o mercado negro e caminhar por ruelas e becos que jamais imaginei ter coragem de andar. Comprar vinho, como se estivesse comprando uma droga pesada. Sair dali com apenas uma garrafa de Obelisk ( vinho egípcio ) e voltar de meia em meia hora atrás de uma segunda, depois de uma terceira garrafa........etc, etc. E cada garrafa vinha dentro de um pacote quadrado, para não lembrar a forma de uma garrafa. E mais, eu pagava pela garrafa e ficava andando pela rua até que alguém de forma sorrateira me entregava o pacote e desaparecia. Vinte e cinco dias me abastecendo no mercado negro!!! Quanto sacrifício para continuar minha rotina diária de beber vinho. Só nos balneários ( Sharm El Sheik e Hurghada ) e no barco no Nilo pude beber tranquilamente meu vinho nos restaurantes e na praia. Que delícia.
Com toda esta dificuldade e com todo o esforço, o Obelisk, na taça, sempre parecia mais um autentico francês!! É meu Ramadan foi um suplício. Muitos dias tive que ficar na Stella ou na Sakara ( cervejas egípcias que exigiam um pouco menos de esforço para se conseguir ).
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