Circuito Torresmo com Cachaça
Torresmo com Cachaça? Num site de vinho? Pois é, mas como iríamos chamar, de uma forma adequada, uma viagem pela Estrada Real, partindo de Diamantina e chegando até Ipoema? Mas podem ficar tranqüilos, na nossa bagagem tínhamos cerca de seis caixas de vinho muito bem embalados para agüentarem os diversos kilometros em estradas de terra. A viagem será feita por mim, pelo Cláudio e Juliano. Inicialmente eu e Cláudio ficamos em Diamantina no fim de semana e na segunda feira o Juliano se juntará a nós para o início do percurso.
O fato é que a Cachaça faria parte apenas do título da viagem, pois nenhum de nós bebe cachaça. Quanto ao torresmo, esperávamos que ele fosse uma presença constante em nossa mesa. E, apesar da presença constante do vinho, espaço privilegiado seria dado para uma lourinha gelada.
O fato é que esta primeira parte servirá apenas para dar um resumo de uma viagem que foi sensacional.
O primeiro evento desta viagem foi uma reunião na casa do confrade Marco Aurélio, que no ano passado percorreu um caminho semelhante. Muitas fotos e dicas passadas pelo Marco foram fundamentais para nosso planejamento. Claro que foi uma reunião inspirada por grandes vinhos. É ver para crer!
Eu e Cláudio saímos de BH para Diamantina em uma sexta feira, e ao chegarmos à cidade, fomos brindados com um entardecer que precisava ser registrado:
O fim de semana em Diamantina foi especial: cachoeiras, Vesperata (terá um capítulo especial e exclusivo), belas edificações, uma loja de vinhos especial (outro capitulo exclusivo) e uma receptividade toda especial da família do grande amigo e confrade Valdinei.
Durante a viagem as paisagens espetaculares de Minas, fizeram uma harmonização perfeita com os vinhos que levamos e que muitas vezes deram um toque especial a momentos inesquecíveis:
Mas, justiça seja feita, muitas vezes encontramos em locais inesperados, botecos que nos propiciavam não apenas uma cerveja bem gelada, mas uma paisagem de beleza impressionante.

Além disso, esta época do ano, ainda nos propiciou entardeceres com luzes e paisagens que, refletidos em nossos copos, criavam imagens oníricas:

Bem, esta primeira parte serve apenas para fazer um preâmbulo e "preparar o seu coração para as coisas que eu vou contar e mostrar" (obrigado Vandré!).
Os Três Mosqueteiros das Gerais não tinham floretes em suas mãos, mas tinham copos que estavam sempre cheios. E, claro, que o lema sempre era "Um por todos, todos por um e....Bacco Ora Pro Nobis!"