Novos tropeiros em Ipoema - Parte III (Final)
O domingo amanheceu como se nos saudasse: um céu de um azul intenso e um sol brilhante e quente. Após um belo café da manhã no qual fomos assistidos de longe por um bando de micos que algumas vezes se atreviam a vir até a janela da pousada, de novo colocamos o Milão na estrada. Como Ana Paula havia voltado a BH, o lugar dela no carro foi ocupado pelo Ronei (dono da Pousada e grande fotografo e naturalista) que iria nos levar a alguns lugares que apenas poucas pessoas conhecem.
Antes de chegar a Serra dos Alves que seria o nosso destino e local onde iríamos almoçar passamos em uma bela cachoeira sobre o rio tanque. Mais um belo local desta região fantástica.

Logo que chegamos a Serra dos Alves tivemos que pagar o nosso primeiro preço por tanta aventura em um carro de passeio: rompeu o abafador do escapamento de Milão.
Problema menor. Um pouco de barulho não iria atrapalhar em nada o nosso passeio. Enquanto o Ronei acertava o nosso almoço para quando voltássemos de nossa caminhada, fizemos um pit-stop em um bar da cidade.

Tudo acertado, radiadores abastecidos de uma cerveja gelada, embalagem térmica com vinhos e gelo suficientes para nossa jornada, lá fomos nós descobrir mais uma trilha de Ipoema.
Caminhamos por campos beirando riachos passando por pastos e trilhas de grande beleza. Na verdade esta caminhada merecia muitas paradas de contemplação e de degustação. Pena que não tivéssemos mais tempo para curtir esta trilha, nem mais vinhos para ajudar nossa contemplação. Com certeza em uma próxima vez estes problemas serão corrigidos.

Durante o caminho uma das coisas que mais chamavam atenção eram as flores silvestres. As mais diversas, os tamanhos mais variados e todas muito belas.

Quase todo o tempo fomos margeando um riacho que apresentava locais tranquilos, bucólicos e logo mais a frente se mostrava cheio de pedras e com belas cascatas.

Um dos locais mais belos e que dificilmente pode ser retratado é um cânion profundo e longo. Local que nos encantou pelo seu conjunto de pedras, plantas e águas.

Claro que durante a caminhada o vinho foi um companheiro mais que importante.
Beber uma cava gelada às margens de um riacho cristalino e perto de poços, cachoeiras e corredeiras é algo para se curtir com muita emoção.

Depois deste passeio maravilhoso o almoço foi em uma casa de família em Serra dos Alves. Comida de fogão de lenha acompanhado de um Borgonha foi o final perfeito de uma caminhada espetacular. Um dia especial em um local cheio de encantos.
Depois do almoço, fomos passear pela cidadezinha e, como sempre, mais surpresa. Uma cidade bucólica e com paisagens de tirar o fôlego. Mais uma demonstração cabal de que Minas oferece opções quase ilimitadas para aqueles que curtem a natureza, paisagens estonteantes e lugares que desconhecem muitos jargões do mundo moderno. Aqui em Ipoema o tempo tem outra velocidade. Viver é muito menos correr e muito mais interagir; interagir com a natureza, com outras pessoas e, acima de tudo, com o prazer de viver.

Além de descobrir alguns poucos recantos especiais de Ipoema, conversar com o Ronei durante todo o domingo foi descobrir uma pessoa apaixonada e envolvida com a região. Um comerciante, um fotografo, um naturalista que vale a pena conhecer.
Ver o brilho de seus olhos quando ele fala das trilhas, montanhas, riachos e principalmente da cultura e das pessoas da região é algo fascinante.
Passar em Ipoema sem conversar com o Ronei é perder um pouco da cidade, de sua cultura e de seus lugares mágicos. Um agradecimento especial ao Ronei pelo apoio que nos deu e principalmente por nos passar sua paixão por este cantinho especial.

Desvendar Ipoema é algo que devemos muito à Camila e ao Marco que não se cansavam de cantar as belezas do local. Realmente eles tinham toda razão. E mesmo eles que já haviam conhecido o local no ano passado, descobriram que Ipoema tem muitos outros atrativos. Juntos nesta jornada, desvendamos novos locais e nas conversas descobrimos que muitos outros nos esperam em futuras viagens. Ipoema significa "ave que canta" e esta ave cantou alto em nossa vida; cantou de forma a nos marcar e de forma a nos obrigar a fazer a promessa de que brevemente estaremos de volta. Este foi um fim de semana que mais pareceu uma semana completa, tantos foram as descobertas e as emoções vividas. Emoções que a amizade e o vinho amplificaram de forma significante. Até breve, Ipoema!!!
Bem meus amigos, esta foi mais uma etapa do Belo Vinho pela Estrada Real. Podem ter certeza que muitas outras virão no ano que vem pois os caminhos de Minas são muitos e são mágicos. Com vinho e amizade, eles se tornam ainda mais mágicos!!!
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| Nome: Gleison Pereira |
Comentário: Olá, pessoal. Um ótimo dia a todos vocês. Moro em Belo Horizonte, e faz mais ou menos uns três anos que eu e minha esposa passamos um carnaval nas terras de Ipoema (maravilhoso, carnaval de marchinha )e o pastel. Ficamos na cidade 4 dias. Tiramos um dia para conhecer a Serra dos Alves, porém não conseguimos chegar devido as condiçôes da estrada (escorregadia e esburacada)Obs: acho que quase chegamos perto, mas tivemos que retornar. Parabéns pela atitude de contemplação mas não pode exagerar na dose. Adoramos este estilo de passeio. ah. obs: descobri vocês buscando cursos de degustação de vinhos no google. Um abraço a todos.
Gleison Pereira
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